Todos os esforços para reduzir o desperdício alimentar são válidos e muito importantes. É uma realidade presente em todas as casas e, mesmo naquelas onde estamos certos de não haver desperdício porque se aproveitam habitualmente as sobras das refeições, existe sempre algo que se pode otimizar.
Vamos saber como preservar e conservar para reduzir o desperdício!
Para reduzir o desperdício, é importante garantir a organização dos alimentos, conhecer as melhores formas de conservar e o tempo de vida dos produtos e saber quando e como congelar os alimentos, para lhes prolongar o tempo de vida. Finalmente, o processo de descongelar também é importante para garantir a segurança alimentar e a manutenção das características organolépticas (sabor, cor, cheiro) dos alimentos.
Assim, este artigo apresenta dicas práticas para cada uma destas áreas:
- Organizar
- Conservar no frio
- Congelar
- Descongelar


- Colocar os alimentos em caixas transparentes
- Escrever com etiqueta ou caneta de acetato a data de entrada no frigorífico (pode depois apagar com um algodão com álcool)
- Colocar na frente os alimentos mais antigos e mais para trás os mais recentes

Organizar o frigorífico da seguinte forma:
- Prateleiras superiores – comida pronta a comer
- Prateleiras inferiores – alimentos crus e a descongelar
- Gavetas – frutas e verduras

Evitar ter o frigorífico muito cheio, para potenciar a circulação do ar e a manutenção da temperatura.


Os produtos mais sensíveis devem ser colocados no interior do frigorífico, para que não sejam tão sujeitos às oscilações de temperatura pela abertura da porta. Veja como conservar fruta neste artigo.

Não deixar alimentos sensíveis à temperatura ambiente por mais de 1 a 2 horas.

O peixe fresco é um dos produtos mais sensíveis. Após a compra, deve-se conservá-lo na zona mais fria do frigorífico e consumir, no máximo, em 2 dias.

Deve-se evitar colocar alimentos quentes no frigorífico, pois torna o ar frio em morno durante um certo período de tempo. O aumento da temperatura dentro do frigorífico pode afetar os restantes alimentos.

Manter os alimentos protegidos por tampas, película aderente ou similares. Assim irá prevenir a contaminação cruzada, entre produtos de diferentes naturezas, e a oxidação.


Congelar os alimentos prolonga o seu tempo de vida. No entanto, o congelamento de alimentos, com mais água na constituição, altera algumas das suas características, especialmente a textura.
Pode, no entanto, congelar alimentos já preparados, para os utilizar posteriormente noutras receitas ou usos, como seja:
- fruta muito madura: pode ser cortada e congelada, para depois fazer gelado, triturando a mesma
- legumes que não vamos consumir: congelar cortados para fazer sopa
- pão: congelar fatiado para torrar ou fazer açorda
- comida pronta e sopa: congelar por doses individuais, prontas a consumir


Os alimentos devem ser descongelados dentro do frigorífico antes de serem confecionados. A segurança alimentar pode ser comprometida se fizer a descongelação rápida com água morna ou no microondas, ou mesmo à temperatura ambiente.

Ao descongelar um produto, não voltar a congelar. Assim, evita-se a multiplicação de microrganismos e a perda da sua textura característica (por exemplo, tornando-se mais seco)
Na verdade, o desperdício alimentar pode acontecer em todas as fases de desenvolvimento dos alimentos, e nas nossas casas também.
Se comprar produtos em fim de validade, e esquecer que têm de ser consumidos de imediato, por exemplo. Ou ter produtos na parte de trás da despensa ou do frigorífico, menos visíveis, que acabam por passar do prazo. Ou até não aproveitar os alimentos na íntegra, desperdiçando por razões culturais ou de hábito. Existem gestos simples e soluções práticas para tirar o melhor do consumo de alimentos, e que podem fazer a diferença na luta contra o desperdício e até no orçamento familiar.