Cada vez mais famílias contam com membros vegetarianos, e com a Páscoa a aproximar-se, uma das preocupações de quem prepara a mesa é poder oferecer-lhes também alternativas aos pratos e sobremesas tradicionais, na versão 100% vegetal, mas sem se perder nada no sabor, e na tradição.
A tradição tem desde sempre a belíssima função de fazer desenrolar a história, de garantir alguma segurança às gerações seguintes, simbolizando a confiança no conhecimento e nos bons hábitos já testados das gerações anteriores. E a tradição mais forte da história é a evolução. Lentamente, mas nunca o mundo parou de mudar, de passar pelo crivo de cada actualidade, mantendo como fio condutor o que de melhor as tradições nos possam passar, o que sempre significou deixarmos para trás a parte dos costumes que, à luz da nova moralidade de cada época, já não tenha acolhimento. E, assim, nos temos vindo a afastar de práticas que, por exemplo, envolvam discriminação ou violência.
Por isto, cada vez mais famílias, e especialmente a pedido das crianças, escolhem uma alternativa vegetal para o assado de Páscoa, poupando-se a vida de milhares de cabritinhos, que sabemos hoje serem bebés amorosos, inteligentes, sociáveis, e dotados de consciência como o cãozinho da família. Mas isto não significa que não possamos manter e honrar a parte que nutre os laços entre gerações. Páscoa é sinónimo de família à mesa, em volta de um Assado? Então, não há problema!
Podemos preparar um belo assado de seitan de Páscoa! Importante é escolhermos um seitan de qualidade, refrigerado e tenrinho, para que absorva os temperos, que já encontramos nas arcas da Auchan. Rasgamos o seitan em pedaços rudes, mergulhamo-lo por algumas horas numa marinada de azeite, molho de soja, vinho tinto, pimentão doce, louro, sal e alho em pó, e o que mais gostar. E se quisermos brincar com o pai, o tio ou o avó, e criar um aspecto impressionante, espetamos uns pauzinhos em cada peça. “Et voilá”, é só fazermos o assado do costume!
Para quem prefira o prato de bacalhau, porque não um tofu e/ou alho francês tipo “bacalhau” à Gomes de Sá? Se sabe a receita tradicional, basta temperar previamente o tofu e/ou o alho francês com azeite, molho de soja, sumo de limão, sal, pimenta preta, alho em pó, e algas, e fazê-la como de costume.


Mas Páscoa é também sinónimo de folar, desde tempos imemoriais, e todos os anos se cumpre esta tradição em Portugal. O folar é uma oferta tradicional dos padrinhos para os afilhados e é obrigatório na mesa da Páscoa. E também o fazemos sem ovos, com “ovos” de linhaça, ou com “ovos” vegetais, que já se começam a encontrar no mercado. E qualquer uma das 3 versões faz jus aos sabores da tradição. E o ovo cozido? Descubra o nosso truque na receita.
Para os mais gulosos, que não prescindem de “ovos moles”, deixamos uma sugestão inspirada na história da Cinderela, e transformamos a abóbora manteiga num delicioso creme de “ovos”. Cozemos a abóbora picadinha em algum açúcar, passamos a varinha, aromatizamos o creme com essência de baunilha, e aveludamo-lo com amido de milho.
Por fim, não esquecendo a tábua de queijos – também já encontramos na Auchan alternativas vegetais maravilhosas! Não queremos que falte nada a quem escolhe uma alimentação mais ética, mais sustentável, e, ainda por cima, mais económica e mais leve!
Nunca foi tão fácil! ?


Elisa Nair Ferreira | Advogada e Directora do Desafio Vegetariano
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