Como prevenir o engasgamento do bebé?

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Engasgamento do bebé na refeição: como prevenir?

O engasgamento do bebé é um dos principais medos e preocupações dos pais durante a diversificação alimentar. Existem cuidados que reduzem substancialmente este risco.

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Independentemente da abordagem que tenham escolhido para alimentar o vosso bebé (não há mais risco de engasgo pela abordagem BLW do que com o tradicional) uma consistência e tamanho adequado dos alimentos, assim como vigilância próxima, de um bebé que mostra sinais de estar preparado para alimentos diferentes ao leite materno, ou fórmula, são fundamentais na prevenção do engasgo.

Antes de começar a oferecer alimentos aos vossos bebés, aprendam a verificar se os vossos bebés estão preparados para a alimentação para além do leite.

Isso inclui que o bebé:

  • Consiga permanecer sentado, sem tombar, sustentando bem a cabeça e o pescoço.
  • Mostre curiosidade por aquilo que os pais estão a comer, tentando tirar-lhes a comida da mão ou do prato.
  • Seja capaz de manipular alimentos com as mãos e colocá-los na boca.
  • Mostre sinais do desaparecimento do reflexo de extrusão (que se manifesta quando deita a língua para fora involuntariamente), evitando deglutir tudo o que não seja leite.

Um vez que verificou que o seu bebé está preparado, entenda quais são os fatores que influenciam o engasgo.

Sabemos hoje que o engasgo está relacionado com a postura do bebé durante a refeição, assim como o tipo de alimento, a habilidade de mastigação e concentração do bebé.

Assim, proporcionem um ambiente seguro ao vosso bebé, e para isso, o primeiro e mais importante conselho é nunca deixar a criança sozinha durante a refeição.

  • Ofereçam as refeições com o bebé sentado e direito. Evitem alimentar o bebé com este numa posição deitada;
  • Adeqúem bem a consistência dos alimentos para que não constituam perigo de engasgo. Tenham atenção à consistência do alimento, e muito importante cozinhar bem os alimentos para facilitar a mastigação. Os alimentos devem ser fáceis de esmagar entre os dedos.
  • Antes dos 4-5 anos de idade não devemos oferecer alimentos firmes no seu estado natural, como a maçã ou a cenoura cruas. Eles devem ser bem confecionados antes de serem oferecidos ao bebé no início da diversificação alimentar, e alimentos esféricos e pequenos e com a pele tensa (uva, tomate cherry, ou cereja) que podem sair projetados em direção à via aérea.
  • Devem evitar alimentos com pevides e sementes, assim como alimentos que formam uma “papa” na boca e que se podem colar ao céu da boca e aos dentes (como o miolo do pão branco e a manteiga de frutos secos)
  • Evitem oferecer alimentos firmes que “deslizam” na boca (rebuçados, gomas, pastilha elástica são contraindicados para os bebés também por este motivo)
  • Por forma a prevenir o engasgo, não ofereçam alimentos enquanto a criança está a correr, a chorar ou a rir, dado existir um risco ainda maior de descoordenação entre a respiração, mastigação e deglutição.
  • Tenham atenção a crianças mais velhas, que possam trazer para o raio de alcance do bebé alimentos com alto risco de engasgo. Lembrem-se que nestas idades o bebé tem tendência a por na boca tudo o que encontra a sua frente.

Para além dos pais e cuidadores serem conscientes disto, devem conhecer bem a diferença entre engasgo e reflexo faríngeo e saber como atuar em cada uma das situações. Este último é um reflexo protetor das vias aéreas, que serve para ajudá-los a aprender como manter o alimento à frente da boca, até que estejam prontos para o engolir. É assim que os bebés aprendem a mastigar, e sim, engasgam-se menos, os que mastigam melhor, e para isso é preciso prática.

Maria fernandez enfermeira | Auchan&Eu

Maria Fernandez
Enfermeira especialista em saúde materna e obstetrícia
Autora do projeto babyledweaning