O método pedagógico Reggio Emília foi criado na cidade que lhe deu o nome, uma cidade do norte de Itália, onde um grupo de mulheres do período pós-guerra procurou criar uma nova forma de aprendizagem baseada nas artes, enquanto processo de conhecimento.
É, na prática, uma filosofia educacional e pedagógica alternativas centrada na educação pré-escolar e no ensino básico.
A experiência teve sucesso e foi municipalizada em Itália, tendo tido o seu reconhecimento internacional na última década do século XX. Toda a filosofia é baseada no processo de descoberta, estimulando a curiosidade das crianças enquanto protagonistas dessa mesma descoberta e exploração. Cada grupo de trabalho tem dois professores que se encarregam de criar contextos educativos e oficinas artísticas.
A criança é encarada como um ator competente no processo de descoberta e na capacidade de estabelecer relações. As crianças são consideradas “investigadores” e a sua expressão pode ter todos os contornos possíveis: expressão oral, cognitiva, lógica, imaginativa…
O papel do educador é ser um guia que colabora com esse movimento de descoberta, deslumbramento e criação.
Os espaço físicos também são relevantes no processo de aprendizagem: o espaço interior é explorado de forma conceptual (com uma identidade e objetivos concretos). Usam-se materiais naturais (recolhidos na natureza) e a lógica dos blocos de construção como base de construção e criação. Privilegia-se sempre o objeto natural ou de uso quotidiano, mais do que um brinquedo criado para o efeito. O exterior é explorado sempre que possível.
Trabalham-se também luzes e sombras, tanto artificiais como naturais, jogando com acessórios, espelhos e a luz natural.