Desafio Vegetariano Portugal – A motivar os Portugueses desde 2018

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É consabido que são os nossos hábitos de consumo que ditam o futuro do nosso planeta, da nossa saúde, e da forma como nos relacionamos com os animais, e que é, por isso, urgente melhorá-los, na medida em que formos conseguindo. O Desafio Vegetariano (DV) foi criado pela Associação Aliança Animal, de que sou fundadora, por isso mesmo! Mas não queremos dizer às pessoas o que devem comer e comprar, queremos inspirá-las e ajudar, para que esta mudança seja feita com confiança e facilidade, e com todo o sabor.

O DV convida as pessoas a experimentarem uma alimentação de base vegetal durante um mês, com inscrição online, que fazemos questão de ser gratuita! E já são mais de 33.000 pessoas a aceitar o Desafio!

Todos os anos, lançamos uma Campanha Nacional, aproveitando a força das Resoluções de Ano Novo. A de 2022 está a decorrer até final de Janeiro, com a participação e apoio de Embaixadores como Fernando Alvim, Mafalda Luís de Castro, Sandra Cóias, Alexandre da Silva, Zé Manel, Heitor Lourenço, Rita Blanco, António Raminhos, e muitas outras caras bem conhecidas.

Mas o Desafio pode começar em qualquer momento do ano, dando acesso a mais de 150 receitas: as tradicionais portuguesas, as internacionais, as mais saudáveis, rápidas ou elaboradas, para todas as carteiras e de que toda a família gosta. Para além disso, os Participantes recebem informação actualizada e objectiva e acesso a um Grupo de Apoio privado com uma Equipa de Mentores e Nutricionistas experientes em Cozinha, Maternidade, Desporto, etc., e orgulhamo-nos por o fazer da forma mais amável, acompanhando os Participantes diariamente em tudo o que sintam necessidade.

E quais as motivações principais do Desafio, e que estão a levar milhares de pessoas a mudar os seus hábitos e consciência?

Desde logo, a Sustentabilidade do nosso Planeta, a nossa Saúde, motivos Éticos ou de Justiça Social. A mensagem dos últimos Relatórios da ONU, reforçada por estudos da FAO, da Universidade de Oxford, e de outras altas Instituições Públicas Internacionais deixa bem claro que “É praticamente impossível reduzir as temperaturas globais para níveis seguros a menos que o mundo transforme a forma como produz e consome comida e a forma como gere o uso da terra”, e que “o consumo de dietas saudáveis e sustentáveis, como as baseadas em grãos grossos, leguminosas e legumes, nozes e sementes apresenta uma maior oportunidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.”

Também a evidência científica aponta o consumo de produtos de origem vegetal como mais protector da saúde humana e o seu papel na prevenção da doença cardiovascular, da oncológica, da obesidade e da diabetes, e é posição actual da American Dietetic Association, entre outras de referência, e também da Direcção-Geral da Saúde portuguesa afirma que “Dietas vegetarianas bem planeadas são apropriadas para indivíduos durante todas as fases do ciclo de vida, incluindo gravidez, amamentação, infância e adolescência, e para atletas.”

Entre outras questões relevantes, que justificam esta nova tendência alimentar, como a desflorestação intensiva, sendo uma das suas principais finalidades produzir alimento para milhares de milhões de animais criados anualmente para a alimentação humana, terreno e alimento esse que poderia ser usado para consumo humano directo, colocam-se também questões éticas que não podemos continuar a negar e a camuflar. Quer se trate de porcos, vacas, galinhas ou peixes, os métodos de criação e de abate causam grande sofrimento, físico e psicológico, aos animais, que sabemos serem sencientes, como afirmado na Declaração de Cambridge sobre a Consciência, em 2012.

Elisa | Auchan&Eu

Elisa Nair
Advogada, Fundadora e Diretora da Aliança Animal