Atividades extracurriculares: como escolher as do próximo ano letivo?

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Depois de mais de um ano, entre confinamentos e novos normais, todos passámos a ver a logística da vida diária de forma diferente. Entre as várias decisões, que antecedem o entusiasmo do início de um novo ano letivo, está a escolha das atividades extracurriculares. Das crianças, sim, mas também dos adultos.

Depois de um ano atípico, e com a incerteza do que será o novo normal, aqui ficam alguns fatores a ter em conta para a escolha.

Escolha mais que uma atividade

Entre os vários formatos disponíveis – individuais, coletivas, com ou sem equipamento, físicas, mentais, artísticas, ao ar livre ou não – é importante não colocar as fichas todas num só contexto. Com um possível confinamento, ou restrição de atividades na rua, algumas atividades poderão ter que ser interrompidas ou mantidas em formato online.

Nesse caso, é importante variar a aposta, escolhendo pelo menos duas, suficientemente diferentes em termos de requisitos, para conseguir manter pelo menos uma, num cenário mais restritivo. Isto não significa necessariamente um maior gasto ao final do mês.

Como já comprovámos no último ano, há muitas opções de atividades para desenvolver autonomamente, com ou sem companhia. Corrida, yoga em casa, meditação, desenho, alguns instrumentos musicais, requerem pouco ou nenhum material específico e contam com muitos tutoriais e aulas grátis online para quem quer aprender mais.

Equilibrar com o tempo de ecrã

A obrigatoriedade de manter o trabalho e a escola em regime online, durante largas semanas, veio trazer a todos os estudantes, e a muitos adultos, um aumento significativo de tempo de ecrã. Uma vez que esse cenário voltará a ser possível, é importante encontrar atividades que sejam uma lufada de ar fresco. Literalmente, por serem feitas na rua, ou pelo menos sem olhar para um computador ou telemóvel.

Nesse aspeto, o desporto e a atividade física ganham protagonismo, não só contrariando o ecrã, mas também o sedentarismo. Desde os mais clássicos, como os desportos de equipa, o ténis ou a natação, aos mais invulgares como a patinagem, as modalidades de circo ou a escalada. A lista de opções é extensa e variada.

Para quem não adora o esforço físico, ou precisa de libertar a mente de uma forma mais criativa, modalidades como as artes – cerâmica, pintura, ilustração – podem ser uma boa solução. As expressões corporais criativas, como a dança contemporânea ou a biodanza, podem ser uma forma de satisfazer ambos os aspetos, físico e criativo.

Individuais e coletivas

Mais uma vez aqui a sugestão está na variedade. As atividades coletivas têm uma componente social muito importante, de convívio fora dos círculos habituais da família e trabalho/escola. São fonte de saúde mental e de amizades que muitas vezes duram para a vida.

Por sua vez, as atividades individuais aprofundam o auto-conhecimento, ajudam a lidar melhor com o corpo e a mente, estimulam a quietude e a auto-superação. Aliás, pode coordenar a escolha ao ponto de uma das atividades beneficiar a outra. Por exemplo, yoga e dança são um bom par, bem como o treino de força e as artes marciais.

Dentro ou fora?

Noutra vertente, pode optar por atividades que tenham a opção (ou obrigatoriedade) de acontecer fora de portas. O surf, a corrida, o ténis, o atletismo, a vela ou a equitação são boas opções. Por um lado, dificilmente poderão ter uma versão online – daí a sugestão de as complementar com outras que possam – mas, por outro lado, incentivam a passar tempo fora de casa, algo de que muitas pessoas sentem falta ao fim deste ano que passou.

Mesmo no inverno, passar tempo na rua, em ambiente urbano, rural ou na praia, tem muitos benefícios e é um óptimo hábito para manter a rotina, tão ligada à tecnologia, equilibrada.

O mais importante

Nunca é demais lembrar que o principal fator para a escolha de uma atividade é o entusiasmo que ela suscita. Quer esteja a escolher para si ou para os seus filhos, tente fazer uma pesquisa e experimente mais que uma opção. A maior parte dos locais permite experimentar antes de se inscrever. As opções são tantas, sobretudo nas cidades maiores, que é possível uma escolha variada que complemente bem a rotina.

E se um “novo normal” se impuser a dada altura, saberá que poderá manter pelo menos uma parte da rotina extracurricular, tão nutridora da saúde física e mental, para todas as idades.

teresa | Auchan&Eu

Teresa Fernandes, Fisioterapeuta
Instrutora de Yoga Suspenso, Gyrotonic e Gyrokinesis (aplicação na perda de mobilidade, prevenção de problemas músculo-esqueléticos, pré e pós-parto)