Os cães podem incluir ossos na sua dieta?

Devemos incluir ossos na dieta dos cães?

O gosto que temos pelos ossos está em praticamente todas as referências culturais que são feitas sobre nós, desde filmes a desenhos animados. Na vida real, o que acontece não é muito diferente e, realmente, tudo indica que o osso é um dos nossos petiscos preferidos. Mas, regra geral, não são aconselhados para nós. Desde logo, o maior dos “vilões”: o osso de galinha.

A maioria dos médicos veterinários realmente não recomenda que nos sejam dados ossos de aves. A explicação é simples: se ingerirmos um osso de galinha, podemos sofrer uma perfuração gastrointestinal, justamente por causa das características daquele osso, que se pode facilmente fragmentar em pedaços pontiagudos e cortantes. Isto também é válido para outros ossos semelhantes, como os de coelho.

Outro problema com os ossos é que quase sempre passaram por um processo na cozinha

Ou seja, o osso está frito, assado, etc. Quando os ossos passam por um processo de calor intenso, acabam por ficar muito duros e podemos acabar por engolir pedaços inteiros, que nos vão magoar.

Mas nem por isso os donos precisam de cortar completamente os ossos da nossa dieta. Podemos ter direito a um osso, de vez em quando, mas desde que seja um osso grande, como por exemplo de vaca, e de preferência cozido. Estes ossos não se fragmentam facilmente nem ficam aguçados, desfazendo-se aos poucos enquanto são mastigados. Ainda assim, este tipo de osso deve ser-nos oferecido com muita moderação e não nos deve ser permitido comê-lo todo de uma vez, já que a ingestão repetida ou em grande quantidade poderá endurecer demasiado as fezes e poderemos não conseguir evacuar.

Também poderão existir outro tipo de contraindicações

Pode não ser benéfico comermos ossos se tivermos, por exemplo, alguma sensibilidade digestiva ou doença do foro gastrointestinal. Assim, o teu dono deverá confirmar sempre com o médico veterinário se é ou não seguro comeres um osso ocasionalmente.