Ninguém consegue ser 100% amigo do ambiente, mas pequenas diferenças na rotina podem ser uma grande mais-valia para o futuro de todos.
Se está no caminho em direção a uma vida mais verde, já percebeu que a caminhada requer muitas alterações aos nossos hábitos de consumo. Vistas muitas vezes como mais caras, mais trabalhosas, no fundo, mais difíceis, as alternativas sustentáveis são mais fáceis do que parecem.
Na casa de banho, os pontos a ter mais atenção são os formatos e os materiais. Atualmente, já existem imensos produtos para o corpo, cabelo e dentes em formato sólido. Duram bastante tempo, ocupam pouco espaço, o que os torna ideais para transportar, e vêm, habitualmente, em embalagens mais amigas do ambiente.
E por falar em dentes, deitamos ao lixo, em média, quatro escovas por ano.
E a grande maioria não é facilmente reciclável. Por isso, comece por trocar a sua escova de dentes de plástico por uma de bambu. Dura o mesmo que as outras, sendo que as fibras de plástico podem ser retiradas e colocadas no contentor amarelo.
Quando retira a maquilhagem, o que faz ao disco ou toalhita desmaquilhante? Há opções zero waste feitas de pano, para que não tenha de as atirar para o lixo. Pode ter apenas dois ou três discos se lavam entre utilizações. O mesmo acontece com pensos e cuecas menstruais, uma revolução a acontecer no campo da higiene íntima.
Deitamos ao lixo, em média, quatro escovas de dentes por ano. E a grande maioria não é facilmente reciclável.
Devido às alterações climáticas, Portugal está numa posição vulnerável em relação ao risco de seca.
Para lá das barras e bambus, há um recurso importantíssimo que tantas vezes é gasto desnecessariamente: a água. E como é na nossa higiene que concentramos a maior parte dessa consumo, repensar o consumo na casa de banho tem de começar por aí.
Pense: preciso de banhos de imersão? A torneira tem de estar aberta enquanto lavo os dentes? Há também muita água que pode ser reutilizada: por exemplo, coloque água do duche que sai antes de aquecer num balde e aproveite-a para regar plantas, lavar a loiça ou o chão.
Evite também fazer da sua sanita um caixote do lixo. Deitar na sanita o fio dental, os cotonetes e outros objetos usados é muito tentador, mas, primeiro, não sabe para onde irão parar e, segundo, está a gastar água cada vez que puxa o autoclismo.
Numa fase mais avançada, pode repensar a utilização de papel higiénico, um produto que consome muita água na sua produção. Já viu que tem um bidé mesmo ao seu lado?
Artigo realizado pela Brand Story Content da Global Media Group para a Revista “A Minha Saúde e Bem Estar” da Auchan, edição nº81, 202