Será que é assim tão difícil ouvir à primeira? Não são só as crianças que têm dificuldade. Será falta de atenção ou espírito de contradição?
Será que a forma como comunicamos e damos indicações influencia o resultado? Certamente que sim. Aumentar o tom não é o caminho para conseguir que ouçam e aceitem agir sobre o assunto.
Então o que podemos fazer?
O primeiro passo é perceber o ritmo da criança. Ela por vezes pode não reagir, porque ainda está simplesmente a absorver a informação da indicação dada pelo adulto ou, por vezes, nem percebeu o que pretendem dela.
O segundo passo é perceber se de facto a criança ouviu ou está distraída.
O terceiro passo é perceber se o pedido que fizemos é inteligível e se a criança o consegue de facto desempenhar sozinha ou se precisa de ajuda.
Sempre que pedimos para que eles façam algo, que implica interromper uma brincadeira, o ideal é explicar antes que vai ser preciso desempenhar essa tarefa e marcar uma hora (até pode usar um alarme despertador).
Quando der indicações, o discurso deve ser claro, conciso, deve manter o contacto visual, estar fisicamente próximo da criança e ser firme no tom usado. Pode repetir se for necessário.
Se a criança começar a reagir mal, diga-lhe que lhe dá um minuto para se acalmar, afaste-se e regresse passados uns minutos.