Microvegetais… já ouviu falar?

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É possível que já tenha visto, senão ao vivo, pelo menos num dos tão famosos programas de culinária habituais em vários canais de televisão, pequenas plantas ou vegetais colocados de forma delicada (muitas vezes com a ajuda de uma pinça) no final do empratamento.

Estas pequenas plantas são chamados de microvegetais (do inglês: microgreens) e são utilizadas na alta gastronomia há décadas, maioritariamente devido à sua beleza e textura. Mas os seus benefícios não terminam na beleza que dão aos pratos. Mas antes de falarmos dos seus benefícios, comecemos por esclarecer exatamente o que são microvegetais.

Simplificando, microvegetais são plantas pequenas (no máximo, com 10cm) resultantes da germinação das respetivas sementes.

Na verdade, os microvegetais são um alimento que está algures entre os rebentos (que não contêm folhas) e as folhas “baby”. O momento da colheita dos microvegetais varia consoante a planta e as condições de produção, mas normalmente acontece entre 7 a 14 dias, após a germinação.

Atualmente existem microvegetais preparados a partir de várias dezenas de sementes diferentes, tais como mostarda, rúcula, ervilhas, couve, brócolos, espinafre e soja. Esta imensa variedade de sabores, texturas e cores permite várias possibilidades de utilização: em saladas, omeletes, sandes, wraps, sopas, molhos, batidos.

Mas, falando agora dos seus benefícios, sendo vegetais ainda numa fase de crescimento muito precoce, é natural que os benefícios do seu consumo sejam, de alguma forma diferentes:

Características Nutricionais

Os microvegetais tendem a apresentar uma maior riqueza nutricional do que as plantas adultas correspondentes porque, sendo plantas em início de desenvolvimento, têm que estar bem preparados de forma a garantir que conseguem desenvolver-se até à fase adulta, por isso, eles apresentam vários nutrientes em quantidades relevantes e um elevado teor de vários compostos bioativos, nomeadamente antioxidantes, que os preparam contras as agressões externas. Vários estudos científicos têm demonstrado que os microvegetais podem apresentar um teor de compostos bioativos muito superior aos das correspondentes plantas adultas. Para além disto, o facto de os microvegetais serem ingeridos crus, faz com que não se percam nutrientes durante a confecção, pelo que, acabamos por tirar melhor partido de toda a sua riqueza nutricional.

Sabor e textura característicos

A diferente composição nutricional dos microvegetais faz com eles tenham sabores diferente do das correspondentes plantas adultas permitindo combinações de sabores nas receitas onde forem utilizados. Por outro lado, as folhas e caules tenros e macios, para além de muito agradáveis, acrescentam diferentes texturas ao resultado final.

Beleza

Para além dos benefícios do ponto de vista nutricional, de sabor e de textura, a utilização de microvegetais no prato acrescenta beleza e proporciona um resultado final visualmente mais atractivo… por os primeiros a comer são os olhos!

Mas, para que o consumo de microvegetais tenha apenas benefícios, é imprescindível comprar de um fornecedor que respeite todas as regras de produção, começando pela escolha criteriosa das sementes utilizadas (garantindo que não estão contaminadas com fungos ou bactérias) e passando pela qualidade do substrato e água utilizados durante a germinação.

Por fim, e embora tenha que ser feita com cuidado, já que os microvegetais são muito sensíveis, é importante garantir uma correta higienização dos mesmos antes do consumo (lembre-se que estes alimentos são consumidos em cru, pelo que não existe a ação do calor para matar ou neutralizar microorganismos).

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Cátia Gouveia Miguel
Nutricionista Auchan
Ordem dos Nutricionistas Nº 1757N