Três ideias de projetos para fazer em casa, sozinho ou em família

Confinamento é sinónimo de mais tempo em casa, para o bem e para o mal. E se, por um lado, isso quer dizer potencial para aborrecimento, por outro é uma oportunidade para tratar daquelas coisas em casa que tem adiado constantemente nos últimos anos.

Aqui ficam três ideias de pequenos projetos para fazer sozinho, em casal ou em família, para que essas tarefas infinitamente adiadas fiquem feitas de uma vez.

Com a vantagem de facilitarem a vida diária, ou de pouparem dinheiro e trabalho durante o resto do ano.

Ronda de consertos em casa

Encontra todos os dias objetos vários à espera de conserto? Coisas partidas à espera que um dia alguém reúna a cola e paciência necessárias para as voltar a deixar funcionais? Numa tarde, declare aberta a caça a esses objetos.

Mobilize a família ou dedique-se a inspecionar minuciosamente cada divisão em busca de objetos a precisar de conserto. Muna-se de cola, ferramentas, ou de um grande saco de lixo – para os casos perdidos – e mãos à obra.

Os objetos partidos ou disfuncionais não cumprem o seu propósito – seja ele decorativo ou outro – e só funcionam como um lembrete das coisas que poderia já ter feito e não fez. Portanto, todos ganham quando finalmente ganhar ânimo para os consertar, ou dar-lhes destino caso o veredicto seja o de que não servem mais para o propósito.

Alterar a decoração da casa

Se estar confinado já o está a deixar doente ao ver as mesmas coisas à frente dia após dia, porque não reunir os habitantes da casa e escolher que objetos podem mudar de sítio? Mudar a paisagem para a qual olhamos todos os dias, por insignificante que pareça a mudança, pode ajudar a renovar a energia do espaço e a diminuir o cansaço mental de quem lá vive. Selecionem objetos decorativos e troquem lugares, arrumem alguns e descubram outros que podem ganhar destaque.

Este desafio pode ser levado mais longe, atribuindo a cada objeto um significado, uma intenção que queiram atribuir ao local onde ele é colocado. Essa associação de ideias pode vir a ter efeitos palpáveis sobre o estado de espírito ou a motivação de cada elemento da família em determinada divisão.

Destralhar

Não tem que se transformar na próxima Marie Kondo, mas em qualquer casa há certamente objetos duplicados, ou cuja existência já não faz sentido, ou poderá fazer mais falta a outras pessoas.

Comece de forma simples, por uma gaveta, armário ou divisão, e vá progredindo pela casa fora. Roupas, livros, papéis, ferramentas, material eletrónico… Decida em família o que fazer às peças escolhidas para descartar, e procure entregar a instituições ou em contentores solidários. Neste momento de pandemia, há algumas campanhas de solidariedade a decorrer, que precisam de objetos específicos, tais como roupa ou telemóveis antigos, por exemplo. Reúna o que já não lhe faz falta, e faça-o chegar a quem precisa.

Não há tempo melhor que este, de permanência em casa, para tratar disso. Não só ajuda outros como tira uma série de objetos supérfluos do caminho e abre espaço a uma vida diária mais simples.

Aproveite o tempo extra em casa para tratar destes projetos. Podem não ser muito exuberantes, mas à sua maneira facilitam a vida diária, simplificam os próximos meses ou dão nova vida a objetos que não estavam a cumprir o seu potencial. E, ao mesmo tempo, mantêm a família ocupada em tarefas úteis e aliviam a sanidade mental.

Teresa Fernandes, Fisioterapeuta
Instrutora de Yoga Suspenso, Gyrotonic e Gyrokinesis (aplicação na perda de mobilidade, prevenção de problemas músculo-esqueléticos, pré e pós-parto)