Natal em Forma

Para muitas pessoas, o Natal implica alguns quilos a mais na balança, principalmente pela elevada oferta gastronómica desta quadra festiva, entre doces e sobremesas.
Mas o aumento de peso na quadra natalícia não é inevitável! Para contrariar a tendência de engordar durante esta época que compreende o Natal, o Ano Novo e o Dia de Reis, temos algumas dicas que pode seguir.

  1. Colocar a mesa de Natal e de Fim de Ano apenas nos dias de festa
    É tradição colocar a mesa para a ceia no Natal e mantê-la até ao início do Ano Novo, por vezes até ao Dia de Reis. E o que acontece quando passamos pela mesa e nos deparamos com as suas delícias?
    Ao deixar a mesa de Natal posta, por vários dias, a tendência é a de ingerir alimentos que não necessitamos, uma vez que ao passar perto dela o nosso cérebro irá pedir comida. Assim, como forma de evitar o consumo de calorias que o organismo não precisa e que terá mais dificuldade em gastar, podemos colocar a mesa de Natal no dia 24 de Dezembro e levantá-la no dia seguinte. Da mesma forma, na altura da passagem de ano, deve colocá-la no dia 31 de dezembro e levantá-la no dia 1 de janeiro.
  2. Reserve um local específico da casa para comer
    A quadra natalícia envolve vários momentos de refeição em família. É importante que estes momentos se confinem a um local específico da casa, como a sala de jantar. Quando comer passa a ser uma atividade que acompanha outras atividades lúdicas (como ver televisão e filmes ou juntar-se aos jogos da pequenada) dão-se dois fenómenos que podem levar uma pessoa a ingerir comida que não necessita e, desse modo, a sobrecarregar o organismo com calorias que mais facilmente serão acumuladas.
    Por um lado, o cérebro tem tendência a associar a ingestão de comida a vários locais da casa, o que pode levar a que num momento a sua mente peça comida, não por que tenha realmente fome, mas porque o meio envolvente estimula a mente, fazendo-a recordar os alimentos.
    Por outro lado, sempre que estamos a realizar uma atividade e a comer em simultâneo, a tendência é de a mente consciente desfocar a atenção dos alimentos que se estão a consumir no momento. Quando isto sucede, a pessoa não se apercebe dos alimentos e respetivas quantidades que ingere. Este padrão tende a agravar-se quando se ingere algo que tiramos diretamente de um pacote: com a desatenção do que se está a comer (por exemplo, enquanto se vê um filme) existe mais probabilidade de ficar surpreendido quando a mão chega ao fundo e não tem mais nada para tirar.
  3. Tenha rituais para terminar as refeições
    Com as refeições em grupo é muito comum prolongar-se o tempo à mesa para conversar, e como a conversa puxa conversa, o tempo passa e muitas vezes, sem necessidade real do organismo, as pessoas continuam a comer. Isto acontece por vários motivos: em primeiro lugar, a comida dá prazer; por outro lado, a distração do momento desvia a atenção do acto de comer; por fim, existe uma tendência de, inconscientemente, comermos porque vemos outras pessoas a comer. Tudo isto pode levar uma pessoa a ingerir calorias extra.
    Assim, para evitar esta tendência, é importante marcar o momento do final da refeição com um ritual, como por exemplo, levantar e continuar a conversa noutra divisão da casa, ou uma caminhada em grupo. A opção pela caminhada, ou uma tarefa que implique atividade motora, é extremamente importante para quebrar o vínculo mental ao local da refeição, uma vez que o cérebro terá outros estímulos com que lidar que não os estímulos que fazem recordar a comida e, ainda, a possibilidade de queimar as calorias após a refeição, não permitindo a sua acumulação sob a forma de gordura corporal.
  4. Faça atividades interessantes para passar o tempo
    Atividades que não impliquem comer, como fazer exercício físico, ouvir música e ler um livro são exemplos de hábitos que podemos cultivar, não só para passar o tempo, mas também para nos enriquecermos interiormente. Por exemplo, o livro A Comida como Almofada Emocional – Porque comemos sem ter fome?, disponível na sua loja Jumbo, pode ajudar a perceber e controlar o fenómeno da fome emocional, de forma a melhorar a sua saúde.
  5. Torne as receitas de Natal mais saudáveis
    Sem doces e outros pratos típicos da época, o Natal não é a mesma coisa, por isso pode experimentar substituir alguns ingredientes como o açúcar, o chocolate e os óleos por outras opções mais saudáveis. O açúcar integral e o adoçante Stevia são alternativas mais saudáveis ao açúcar refinado, sendo a Stevia um adoçante natural. A farinha de alfarroba, pela sua cor escura e sabor, torna-se um excelente substituto do chocolate. Quanto a doces como as rabanadas e os sonhos, a opção de assar em vez de os fritar torna-os mais saudáveis, uma vez que não irão conter a gordura do óleo da fritura.

Para mais sugestões, veja aqui 10 dicas e truques para tornar o seu Natal mais saudável.

Votos de Festas Felizes e Saudáveis!

Júlia Marçal (Psicóloga Social)
Autora do livro: “A Comida como Almofada Emocional – Porque comemos sem ter fome?”

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