Modalidades aéreas – Exercício para levantar voo

Modalidades aéreas: Levante voo

As modalidades aéreas estão hoje mais disseminadas, e é possível iniciar-se nas suas artes em qualquer idade. Já alguma vez se imaginou em cima de um trapézio? Ou a fazer acrobacias nos tecidos verticais?

Experimentar algo novo, fugir à rotina do ginásio ou dar asas a um fascínio antigo pelas artes circenses. Vale a pena explorar o que estas técnicas têm para oferecer.

Uma forma muito divertida de trabalhar:

  • força
  • flexibilidade
  • coordenação
  • propriocepção (noção do corpo e do movimento)
  • equilíbrio

Tudo tem o seu tempo. Em geral, as aulas disponíveis são bastante completas – com aquecimento, técnica e alongamento – e divididas em níveis. Os iniciados poderão tomar o seu tempo para aprender a técnica e desenvolver as suas capacidades físicas. Desta forma, a um ritmo saudável e seguro, podem experimentar antes de se lançarem, literalmente, em voos mais altos.

Conheça algumas das modalidades aéreas disponíveis hoje em dia, um pouco por todo o país.

Trapézio

Uma das primeiras modalidades aéreas de que há registo, esta arte circense é praticada num aparelho composto por duas cordas suspensas no teto e unidas em baixo por uma barra horizontal rígida. São utilizados para executar poses artísticas e movimentos de diferentes graus de dificuldade. Sendo um aparelho misto em termos de maleabilidade – tem cordas maleáveis e barra fixa – requer gradualmente a combinação de força e flexibilidade para conquistar os exercícios. O trapézio pode ser praticado na forma estática, onde se aprende a construir e sair de cada pose, ou dinâmica, em voo.

Tecidos verticais

Os exercícios nesta modalidade são praticados num par de tecidos resistentes e ligeiramente elásticos, suspensos a vários metros de altura. Sendo um aparelho fluido e bastante móvel – adapta-se o tecido ao corpo, dando voltas e nós –, requer algum tempo para ganhar a força necessária para desfrutar das poses mais avançadas. No entanto, todo o processo é divertido, e mesmo nas aulas iniciais são aprendidos muitos movimentos elegantes e fluidos, que podem fazer parte de uma futura coreografia. Numa fase mais avançada, são aprendidas combinações mais exigentes, incluindo poses mais elaboradas e montagens do tecido. Este pode ser enrolado e passado pelo corpo de forma metódica, conduzindo a movimentos e “quedas” controladas, tais como as que se vêem no circo.

Yoga suspenso

É a aplicação do hatha yoga às modalidades aéreas. É praticada com um tecido, semelhante aos tecidos verticais, mas disposto em U, com as extremidades presas ao teto e um sling que se usa para as várias posturas. Esta prática tem uma versão mais simples, feita com o tecido à altura da cintura, e uma versão mais avançada, com os tecidos a 2 metros, ou mais, de altura. É, de certa forma, uma mistura dos dois aparelhos anteriores, combinando a forma do trapézio com as propriedades do tecido vertical.

É uma modalidade popular para os iniciados

Uma vez que se podem familiarizar com o aparelho a uma distância mais confortável do chão. Além disso, permite uma progressão mais gradual combinada com um crescente ganho de confiança. A versão com o tecido rebaixado tem uma ligação muito grande com o yoga. Nela se aprendem e praticam todas as vertentes do mesmo, desde as posturas até exercícios de respiração, meditação e relaxamento. A versão mais avançada permite, tal como nos tecidos verticais e no trapézio, construir posturas e movimentos mais complexos, incluindo “quedas” controladas e sequências dançadas.

Lira

A Lira consiste num aro rígido suspenso a alguns metros de altura. A sua forma, e o facto de rodar sobre o eixo que o suspende, permitem movimentos circulares e poses muito elegantes. Estes podem ser encadeados de forma dançada e fluida em coreografias com vários graus de dificuldade. O facto de ser circular permite um maior contacto do corpo com o aparelho, dando alguma confiança para quem se está a iniciar nas artes aéreas.

Pole dance

Muitas vezes associado a conotações vulgares e a um certo tabu, o pole dance é ainda alvo de preconceitos injustos. Trata-se de uma modalidade aérea muito interessante para iniciados. Tem um grande contacto com o chão nas suas fases iniciais, ao contrário de outros aparelhos, que exigem suspensão no ar para a maioria das suas poses e movimentos. No entanto, é desafiante em igual medida, permitindo um grande desenvolvimento de força e flexibilidade, ao aprender os vários exercícios. Estes podem ser interpretados de várias formas. Desde a vertente de preparação física, até à performance mais atlética ou artística (usando ou não os conhecidos sapatos de salto alto), em que se aproxima mais da dança.

Desde cedo é possível fazer pequenas coreografias

É possível incorporar movimentos dançados e dar aos alunos a liberdade para improvisar, exprimir-se e experimentar vários estilos. À semelhança da lira, o facto de ser um aparelho rígido apela a uma maior flexibilidade, uma vez que é o corpo que se adapta e molda ao aparelho. No entanto, assim como nos tecidos verticais, desde cedo se aprendem movimentos graciosos e elegantes. Estes ajudam a dar motivação para continuar e tornam todo o processo de ganho de força e flexibilidade bastante divertido. Existe ainda uma versão mais masculina desta modalidade, o mastro chinês. Este é um aparelho em tudo semelhante ao pole, mas forrado com um material antiderrapante. A técnica tem movimentos mais atléticos e masculinos desde a fase inicial. No entanto, muitas das poses e movimentos avançados são semelhantes.

Todas estas modalidades são uma forma muito completa, desafiante e divertida de se mexer

São mesmo à prova de qualquer “preguicite” de final do dia de trabalho ou de escola. Os mais jovens têm também disponíveis aulas adaptadas à sua faixa etária. Estas incluem uma ou várias destas modalidades em simultâneo. É importante, no entanto, consultar o médico e garantir que não há situações limitantes ou impeditivas da prática destas modalidades. A própria prática traz por vezes algumas “marcas de guerra”. Estas podem ser nódoas negras ou zonas doridas, do contacto com os aparelhos.

No entanto, estas rapidamente são ofuscadas pelas horas de diversão, auto-superação e boas memórias

Estas incluem fotografias e vídeos impressionantes para um dia mostrar aos netos. Além disso, reforça uma melhor relação com o corpo e dá aquela sensação boa de que se é fisicamente capaz e ativo.

Do que está à espera para começar?

Teresa Fernandes, Fisioterapeuta

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