A casa sustentável de Francisco Ferreira

Responsável com… Francisco Ferreira

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Ao fim de 28 anos na Quercus, onde se bateu pelas questões da energia e das alterações climáticas, Francisco Ferreira lançou-se num novo projeto: a ZERO – zero emissões, zero desperdício, zero impacte, zero resíduos.
Um projeto já com mais de 400 associados e com uma forma diferente (mais atual e mais integrada com a sociedade) de abordar as velhas e novas questões ambientais.

Exemplo responsável

O Francisco abriu as portas de sua casa para nos mostrar o seu exemplo. E o exemplo está pela casa toda. Quer na escolha e utilização dos aparelhos, quer nos comportamentos de consumo.

A começar no painel fotovoltaico (para a eletricidade) e no solar térmico (para o aquecimento da água) que trazem vantagens ambientais mas também financeiras, já que o investimento é recuperado rapidamente. Estas são intervenções com custo cada vez mais baixo e que não implicam obras muito grandes.

Também na cozinha o exemplo é vasto. A começar no comportamento. O fornecimento contratado de energia tem uma modalidade bi-horária, o que lhe permite colocar as máquinas de maior consumo a funcionar durante a noite.

As máquinas de lavar loiça e roupa são sempre utilizadas num programa ECO, que otimiza o consumo de energia e a eficiência das máquinas. Estes são programas mais longos mas que consomem menos água e menos energia. No caso da máquina de secar roupa, ela é dedicada só à secagem, com uma bomba de calor que consome menos do que as máquinas mistas.

Para aquecer alimentos, o Francisco prefere o micro-ondas, que pela forma de funcionamento é mais eficiente e adequado, não se perdendo tanto calor como no forno.

Na cozinha do Francisco também a água merece poupança com a utilização de redutores de caudal. São pequenas peças que podem ser adaptadas às torneiras e que reduzem o consumo sem alterar a utilização habitual da água.

Na casa de banho os truques são dois: preferir o duche ao banho de imersão; e regular a bóia do autoclismo para encher apenas metade do reservatório, de descarga única.

No jardim a rega é feita com regador, com consumo mais eficiente do que a mangueira que gasta sempre muita água.
Mas lá fora a estrela da companhia sustentável é mesmo o pequeno centro de compostagem, cujo conteúdo o Francisco utiliza para fertilizar a terra, aproveitando sempre a água da chuva.
Para além disso, a escolha de plantas recai nas mais resistentes como o loureiro ou o escalracho para a relva.

Para a iluminação de toda a casa o Francisco dá prioridade às lâmpadas LED, que de forma progressiva têm vindo a substituir as incandescentes e as fluorescentes compactas, as quais entregou para reciclagem nos hipermercados Jumbo.
Esta substituição acontece à medida que as lâmpadas se fundem, colocando a nova LED num local com maior n.º de horas de utilização. Outra dica diz respeito a candeeiros em zonas de pouca utilização e que usem mais do que uma lâmpada. Se apenas uma for suficiente para iluminar a área, desliga as restantes.

Nas fichas de eletricidade tem sempre fichas de corte de corrente, mais fáceis de desligar quando os aparelhos não estão a ser utilizados.

A lareira também mereceu atenção com a instalação de um recuperador de calor.

Para terminar, o Francisco explicou-nos que a forma de aquecimento mais eficiente para a casa continua a ser o ar condicionado (por oposição ao aquecimento a óleo ou a gás). Uma solução que implica algum investimento na instalação, mas que depois produz calor mais depressa e em maior volume, aquecendo a casa em menos tempo e com o mesmo consumo de energia.