Recomenda-se oferecer comida que não seja o típico alimento seco?

Oferecer comida que não a típica ração

Os alimentos húmidos, em latas e saquetas, são muito atrativos. São uma boa fonte de hidratação no caso de bebermos pouca água, o que pode acontecer com frequência.
A sua elevada apetência pode ser também uma vantagem na alimentação de animais doentes ou em cães geriátricos com diminuição do apetite. Os cães mais velhos já perderam parte do sentido do olfato e, devido ao facto de ter um aroma rico e um sabor mais forte, o alimento húmido torna-se mais apetecível, assegurando a quantidade necessária de proteínas, vitaminas e minerais. Alimentos húmidos são uma boa opção também para cães com falta de dentes, mandíbulas mal alinhadas ou bocas menores.

No entanto, o alimento húmido, uma vez aberto, perde o prazo de validade.

A sua rápida deterioração após abertura da embalagem, e o elevado custo, fazem com que o seu uso seja geralmente complementar ao alimento seco. Para além disso, o consumo excessivo pode potenciar a obesidade e a habituação a este tipo de dieta pode fazer com que nos tornemos caprichosos em relação a outro tipo de alimento.

No caso de quererem optar por uma dieta caseira

Avisa os teus donos que o fator mais importante é criar uma dieta balanceada. Caso contrário, podem aparecer deficiências nutricionais muito rapidamente, em especial no caso dos filhotes ou dos cães idosos. Entre os ingredientes básicos encontra-se a carne crua devidamente tratada ou cozida. Os tipos de carne mais indicados para a preparação das refeições é a carne bovina, de cordeiro e de frango. O peixe também pode ser oferecido ocasionalmente, mas com menor frequência e quantidade. É importante saber que o teor máximo de gordura da carne deve estar entre 15% e 20% e a carne deve ser apropriada para o consumo humano.
Depois, os vegetais, que devem representar um quarto da refeição e nos vão fornecer vitaminas, fibras e minerais. O mais indicado é comermos vegetais levemente cozidos, preferencialmente a vapor. Os legumes mais indicados são abóbora, cenoura, abobrinha, brócolos, couve-flor, ervilha, batata-doce, couve, couve-de-bruxelas e feijão-verde.
Atenção, pois alguns vegetais devem ser evitados. Por exemplo, cebola, tomate, feijão cru, acelga, alho e rabanete. Também devem ser evitados, ou limitados a uma pequena quantidade, os hidratos de carbono como milho, trigo, arroz e batatas, que apresentam pouco valor nutritivo para nós.

Qualquer das opções deve satisfazer as nossas exigências nutricionais

Desde que sejam bem equilibradas e feitas com ingredientes de qualidade. Contudo, este tipo de dietas nunca deve ser administrado sem a supervisão do médico veterinário assistente, que poderá ajudar à sua formulação e garantir que todas as necessidades nutricionais estão a ser asseguradas.

Outra opção é escolher alimentação húmida e seca, misturá-la na mesma tigela ou dar a húmida como uma recompensa ocasional. Existindo uma mistura, deve fazer-se o cálculo de quantidades de seca e húmida para não exceder a dose diária recomendada, promovendo assim o aumento de peso. Os donos devem sempre falar com o médico veterinário, uma vez que pode haver considerações específicas para a raça e/ou idade, podendo também ajudar a encontrar o melhor alimento.