Os gatos prevêem o futuro? Mito ou realidade?

Existem muitos mitos em torno dos felinos, que nos acompanham há milénios. Há registos que situam a aproximação dos gatos, ao ser humano, no Oriente (sobretudo em povoações que baseavam a subsistência na agricultura), há mais de 8000 anos. Sendo caçadores, e situando-se no topo da cadeia alimentar, os gatos caçavam os roedores que ameaçavam as culturas de cereais e os humanos agradeciam e permitiram por isso a sua aproximação.

Começou assim uma longa relação de partilha de interesses, que levou à evolução dos felinos para o gato caseiro que, hoje, já faz parte das nossas famílias.

Ao longo dos séculos, os gatos foram adorados e reconhecidos por terem propriedades protetoras e até divinatórias (como no Egito há mais de 4000 anos). Mas de onde virá este mito?

Os felinos têm uma sensibilidade muito desenvolvida para alterações no ambiente.

O que lhes permite antecipar determinados acontecimentos, à semelhança de outros animais.

Tremores de terra, erupções vulcânicas e tsunamis

Ficam ansiosos e tentam fugir para zonas que consideram mais seguras (zonas altas), minutos antes de um terramoto.

Doenças como a epilepsia

O mesmo acontece com os cães. Os gatos e os cães conseguem antecipar um ataque epilético num ser humano, através do olfato. A expressão é mais uma vez uma demonstração de ansiedade. Os cães podem ser treinados para dar apoio ao seu tutor, nestas situações, e exibir um sinal específico.

Estados de espírito

Quem tem gatos caseiros sabe que eles identificam na perfeição se estamos mais ansiosos, doentes ou alegres, mesmo sem nenhuma interação.

Antecipar que estamos a chegar

Tal como os cães, os gatos também conseguem antecipar a chegada do tutor alguns minutos antes, devido ao olfato e audição.

Na verdade, muitos dos mitos que acompanham os gatos, desde a antiguidade, têm uma base científica.

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