A lagarta do pinheiro é perigosa para os cães?

A lagarta do pinheiro é perigosa?

A lagarta do pinheiro, formalmente conhecida como processionária do pinheiro, é uma espécie mediterrânea que se encontra por toda a Península Ibérica. Apesar de parecer inofensiva, pode ser muito perigosa para quem entra em contacto direto com ela, como os animais domésticos e crianças.

Os cães, e em especial os mais jovens, são muito curiosos, estando constantemente a farejar e a lamber tudo o que encontram à sua frente

Esta é a sua maneira de explorar o mundo que os rodeia. Este comportamento pode levar ao contacto indesejado com espécies animais (ou vegetais) com propriedades tóxicas.

A principal via de contacto dos cães com a processionária do pinheiro é cutânea (mas também digestiva e ocular)

As partes do corpo mais afetadas são os lábios, a mucosa oral e a língua. A língua aumenta de volume e torna-se azulada e, com a evolução, surgem áreas de necrose (cor amarela a preta). Podem desenvolver-se infeções nos lábios, língua e por toda a garganta. Além disso, no local do contacto, pode ocorrer perda dos tecidos num período de seis a dez dias. Em caso de contacto com os olhos, o animal pode apresentar o “olho azul” (edema da córnea), fobia à luz, prurido e dor ocular, conjuntivite e úlcera da córnea.

Outros sinais clínicos e lesões devidas ao contacto com a processionária do pinheiro incluem:

  • Edema da face (focinho inchado)
  • Salivação excessiva
  • Dificuldade em deglutir
  • Intensa comichão na face
  • Urticária
  • Vómito
  • Apatia
  • Falta de apetite
  • Dificuldade na preensão dos alimentos

O proprietário pode também apresentar um intenso prurido nas mãos e braços, como consequência da manipulação dos animais.

Caso o cão apresente alguns dos sintomas descritos, deve ser encaminhado imediatamente para um médico veterinário. Isto para assegurar que é tratado o mais cedo possível, porque o contacto com a lagarta do pinheiro deve ser sempre considerado uma emergência médica. Adicionalmente, e como medida de prevenção, deve impedir-se que os cães tenham acesso livre aos pinhais. Nestes existem ninhos de processionárias, principalmente nas épocas de maior prevalência das lagartas (fevereiro a maio).