Ir à praia em segurança

Ir à praia em segurança. Conheça os cuidados a ter

Com o tempo quente a chegar, os donos vão querer a companhia dos seus cães para ir à praia. Contudo, por mais agradáveis que sejam esses passeios, há alguns cuidados que devem ter para que as idas à praia se façam com total segurança e tranquilidade.

Desde logo, cuidados com o sol, que se devem ter em todas as épocas do ano

Estes cuidados têm de ter uma forma especial nos meses mais quentes. Tal como os seres humanos, os cães podem desenvolver cancro da pele ou outras doenças cutâneas. Como seja, por exemplo, a dermatite solar. Estas doenças são causados por exposição prolongada ao sol.

Alguns, sobretudo os de pelo curto e pele clara, precisam de cuidados extra

Nesse sentido, os donos podem colocar protetor solar apropriado. Este deve ser aplicado em todo o corpo, principalmente nas partes sem muitos pelos. A aplicação deve ser mais profusa na região do nariz e nas orelhas, que são das mais sensíveis. O médico veterinário irá aconselhar sobre qual o mais adequado a cada caso. Não se aconselha usar protetor solar para humanos. As nossas almofadinhas plantares também sofrem com as altas temperaturas da areia e do chão. Para a proteção das mesmas, existe uma cera que as ajuda a hidratar e proteger. Isto evita a dor e diminui a probabilidade de queimaduras.

Idas à praia normalmente envolvem uma banhoca

Neste sentido, é recomendado que o protetor solar também seja à prova de água. Os banhos, quando não muito extensos, são benéficos. Os exercícios na água trabalham todos os nossos músculos, o que ajuda a combater a obesidade.
Depois de um banho de mar, os nossos donos devem sempre retirar a água salgada da nossa pele. Longos períodos em contacto com a água podem causar irritações e alergias cutâneas e otites. E já que falamos de água, convém lembrar que todos os cuidados são poucos, uma vez que o mar não é uma piscina. Apesar de serem bons nadadores, podem cansar-se e serem levados pelas correntes.

Na praia e com a exposição ao sol, muitos animais acabam também por sofrer de insolação

Sendo assim, os donos devem levar água para o passeio. E ainda evitar as horas de maior calor, providenciando ainda sombras onde possam descansar.

Mas existem outros cuidados a ter em conta

O contacto com a areia da praia pode potenciar a transmissão de certas doenças, causadas pela potencial exposição às fezes de outros animais. Nesse sentido, e para que não prejudiquem os outros, os donos devem evitar levar a um local público se não estiverem devidamente vacinados e desparasitados. Lá diz o ditado: “prevenir é o melhor remédio”. É também muito importante os donos lembrarem-se que vão fazer as necessidades e acautelar a sua limpeza.

Outros aspetos a ter em consideração são de índole comportamental

Antes de os levar à praia, os donos devem analisar os riscos que os seus cães podem comportar, às pessoas e outros animais que se encontrem no local.

Nem todas as praias são indicadas. De acordo com a legislação, os cães podem frequentar qualquer praia não concessionada, desde que não haja sinalização em contrário. No entanto, durante a época balnear, que normalmente decorre entre 1 de junho a 30 de setembro, não podem, sob circunstância alguma, frequentar praias concessionadas. A exceção a esta regra são os cães de assistência, como por exemplo os cães guia, que podem aceder a estes locais públicos.

Os donos devem ainda ter em mente que nem todos os cães gostam de ir à praia

Existem algumas raças que já possuem uma predisposição, através da sua carga genética, a gostar de água. São exemplo disso o Golden Retriever ou o Cão D’Água Português. No entanto, existem outros que a evitam. O melhor é experimentar para ver se gostam de ir ao banho e deixarem-nos escolher quando e como fazer o mergulho.

Uma última nota sobre a deslocação até à praia. Seja perto ou longe de casa, qualquer deslocação deve ser feita em segurança. Devem ser transportados numa caixa transportadora ou presos com um cinto de segurança próprio. Em alguns modelos de veículos, é possível irem na parte de trás, através do uso de uma grelha divisória que, apesar de dar um pouco mais de espaço para se mexerem, oferece menos proteção que as outras duas alternativas.

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