Cérebro à prova de tempo

Numa época em que tanto se fala sobre longevidade, perceber como manter um cérebro jovem e ágil por mais tempo é cada vez mais uma preocupação. E um objetivo ao alcance de todos.

Envelhecer é (pelo menos ainda) inevitável. Mas tal como usamos cremes para retardar os sinais de envelhecimento na pele ou praticamos exercício para manter o corpo em forma, existem alguns gestos que permitem manter o cérebro mais jovem à medida que os anos passam.

Não é segredo que a alimentação tem um papel crucial na saúde – e isso aplica-se também ao cérebro. Afinal, embora represente apenas cerca de 2% do peso corporal, o cérebro consome aproximadamente 20% do oxigénio e da glicose do organismo1. Determinados nutrientes, vitaminas e minerais parece terem um efeito especialmente benéfico, na função cerebral. É o caso do ómega-3, que os estudos indicam ter um efeito anti-inflamatório e antioxidante, capaz de promover a saúde das células cerebrais e reduzir a sua deterioração2, a vitamina C, poderoso antioxidante essencial na proteção do cérebro3, o magnésio, que potencia a aprendizagem e a memória4, ou os flavonóides, protagonistas de um estudo de 2020 que concluiu que consumir regularmente alimentos ricos nestes fitoquímicos pode reduzir até quatro vezes o risco de desenvolver Alzheimer e outras demências relacionadas com a doença5.

Para além do prato, há também quem opte por encontrar nos suplementos uma forma fácil e prática de garantir que o cérebro se mantém bem “alimentado”.

Tocar um instrumento, aprender uma nova língua, fazer palavras-cruzadas e puzzles são tudo boas formas de garantir que o cérebro se mantém ágil.

Tal como um músculo que é trabalhado no ginásio, também o cérebro deve ser estimulado. E não faltam boas e variadas sugestões para o pôr a mexer: tocar um instrumento6, aprender uma nova língua7, fazer palavras-cruzadas e puzzles8 são tudo boas formas de combater a passagem do tempo e garantir que o cérebro se mantém ágil.

Mas se a estimulação é importante, também é fundamental garantir que o cérebro tem o repouso que precisa. Não dormir as horas necessárias pode ter efeitos bem mais nefastos do que umas olheiras – provocando danos no cérebro, que podem mesmo ser irreversíveis. É isso que aponta um estudo de 2014, em que ratos sujeitos a um horário de sono semelhante ao do dos trabalhadores por turnos apresentaram uma perda de 25% dos neurónios no cerúleo, uma parte do cérebro associada às funções cognitivas9.

E se a vida sabe melhor partilhada, também o cérebro parece ganhar com as relações sociais: um artigo publicado em 2020 indica que adultos mais velhos em situação de isolamento ou solidão apresentam um risco 50% maior de desenvolver demência10. Mais uma boa razão para se procurar estar mais próximo de quem se ama, portanto.

A importância da meditação

Para além de combater o stress, meditar pode ser um dos melhores exercícios para o cérebro. É o que indicam os estudos da neurocientista Sara Lazar, da Harvard Medical School, que mostram que esta prática aumenta a massa cinzenta em diversas partes do cérebro, como o córtex frontal, que encolhe à medida que envelhecemos, e está associado à memória e tomada de decisões.

Artigo realizado pela Brand Story Content da Global Media Group para a Revista “A Minha Saúde e Bem Estar” da Auchan, edição nº72, 2021

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