Febre e tempo quente: quando um esconde o outro

Sempre um fator de desconforto para os mais pequenos, a febre é particularmente incómoda no verão, quando o calor mais se faz sentir, e algo preocupante para os pais, naturalmente, embora nem sempre seja motivo para alarme.

Por norma mais associada ao inverno e dias mais frios, propícios a constipações e contágios nos infantários, por exemplo, por se passar mais tempo em espaços fechados, a febre pode também surgir no verão, associada a variadas patologias, mais ou menos ‘típicas’ da estação, como infeções gastrointestinais ou exposição ao sol, por exemplo.

O que é a febre?

De acordo com a Direção-Geral da Saúde, a “febre consiste na subida da temperatura de pelo menos 1o C acima da média da temperatura habitual da pessoa”, sendo uma resposta normal do organismo a infeções por vírus ou bactérias, exposição a temperatura ambiente alta, uso de roupa demasiado grossa, insolação (excesso de exposição ao sol) ou queimaduras solares, entre outras condições.

Nas crianças, considera-se febre quando:

  • a temperatura retal 38ºC
  • a temperatura axilar 37,6º C
  • a temperatura timpânica 37,8º C
  • a temperatura oral 37,6ºC

Quando levar ao médico

É normal as crianças terem febre e o verão não é exceção. Na maioria dos casos, ficarão bem em cerca de 3 dias. Embora possam mostrar-se um pouco mais rabugentas, se mantêm uma atividade normal e brinca, se acalmam no colo, mostrando o comportamento similar ao habitual, se sorriem com espontaneidade e comem, embora menos, é provável estar-se perante uma situação sem grande gravidade. Todavia, de acordo com o SNS, deverão ser observadas por um médico quando reúnam um ou mais dos seguintes sintomas – em caso de dúvida, consulte o seu pediatra ou ligue 808 24 24 24 (SNS24).

  • menos de 3 meses e temperatura retal superior a 38o C ou mais idade e temperaturas axilares superiores a 40o C ou retais superiores a 41ºC ou corpo invulgarmente frio
  • tem doença crónica (como cancro)
  • recusa em comer ou beber
  • vómitos persistentes e diarreia, sobretudo se acompanhada de sangue
  • dificuldade em respirar
  • convulsões
  • mais de 5 dias com febre
  • rigidez da nuca e/ou dor de cabeça severa
  • sonolência excessiva/dificuldade em acordar
  • manchas no corpo, sobretudo se de cor púrpura ou hematomas, posteriores ao surgimento da febre
  • choro inconsolável

Cuidados de verão

Mais incómoda no verão devido ao calor, há alguns cuidados básicos que ajudam a manter uma criança com febre mais confortável:

  • Mantê-la hidratada – é essencial assegurar que a criança com febre mantenha os níveis de hidratação, dando-lhe a beber regularmente água ou outros fluidos, como sumos ou mesmo sorvete, mesmo que ela não sinta sede. Se a criança não beber/ou se achar que está desidratada, procure aconselhamento médico. Se necessário, contacte o SNS 24 – 808 24 24 24.
  • Não force a alimentação – é normal as crianças perderem o apetite, mas, apesar de ser importante que se alimentem, não se deve forçar demasiado, para que não fiquem mal- -dispostas; prefira doses pequenas.
  • Vesti-la com roupa fresca e leve, num ambiente não muito aquecido.
  • Na cama, cubra-a com um lençol, mantendo um cobertor leve por perto, caso seja necessário.
  • Uma compressa tépida na testa pode ajudar a refrescar; já os banhos de esponja, banhos frios e utilização de ventoinha tendem a provocar maior desconforto, sendo de evitar.
  • Utilizar antipiréticos em SOS – preferencialmente paracetamol – ou de acordo com indicação médica, respeitando a posologia prescrita ou a descrita no folheto informativo do medicamento.

Artigo realizado pela Brand Story Content da Global Media Group para a Revista “A Minha Saúde e Bem Estar” da Auchan, edição nº73, 2021

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